MANÉ GARRINCHA E A ULTIMA PARTIDA EM PLANALTINA
Última partida de Mané Garrincha, em Planaltina, é relembrada
por jogadores
Conheça a história da derradeira partida de Mané Garrincha,
cerca de um mês antes de o craque morrer.
O palco foi o Estádio Adonir Guimarães, em Planaltina, mas o
Anjo das Pernas Tortas conseguiu jogar pouco mais de um tempo
Manoelzinho mostra foto de Garrincha: para ele, nem Pelé superou.
Em dezembro de 1982, um dos jogadores mais habilidosos
da
história do futebol esteve no Distrito Federal.
Menos de um mês antes de morrer — o que ocorreu em 20 de janeiro do ano seguinte —, Mané Garrincha, então um senhor de 49 anos, defendeu as cores do Londrina de Planaltina por 60 minutos, em uma partida organizada justamente para recolher dinheiro a fim de ajudar o craque.
Àquela altura, Manuel dos Santos — nome de batismo do craque — tinha se aposentado havia 10 anos e estava com a saúde debilitada, prejudicada pelo alcoolismo.
Menos de um mês antes de morrer — o que ocorreu em 20 de janeiro do ano seguinte —, Mané Garrincha, então um senhor de 49 anos, defendeu as cores do Londrina de Planaltina por 60 minutos, em uma partida organizada justamente para recolher dinheiro a fim de ajudar o craque.
Àquela altura, Manuel dos Santos — nome de batismo do craque — tinha se aposentado havia 10 anos e estava com a saúde debilitada, prejudicada pelo alcoolismo.
Apesar das dificuldades pessoais, o mito ainda existia e
superlotou o Estádio Adonir Guimarães, em Planaltina.
O jogo acabou 1 x 0 para
o time da casa contra a equipe da Associação Garantia ao Atleta Profissional
(Agap-DF).
Poucos sabiam, mas, embora não tenha feito gol nem uma jogada de brilho, aquela fora a última oportunidade de assistir a uma das maiores lendas do futebol atuar.
Poucos sabiam, mas, embora não tenha feito gol nem uma jogada de brilho, aquela fora a última oportunidade de assistir a uma das maiores lendas do futebol atuar.
Era a terceira vez que o craque vinha a Brasília.
Quem o trouxe nas três oportunidades ao Distrito Federal foi seu xará Manoel Espiridião, 75, mais conhecido como Manoelzinho, ex-ponta-direita de Flamengo e Fluminense, entre outros clubes.
Manoelzinho diz
que eles eram muito amigos.
Se conheceram ainda jovens, nos campos de pelada do
Rio de Janeiro, e chamavam um ao outro de compadre. “Eu organizava
apresentações para ele conseguir um dinheiro. Éramos íntimos, tanto é que ele
ficava hospedado lá em casa. Na última ocasião, passou mais de 10 dias com a
minha família.
Ele é padrinho de uma filha minha e eu, de um neto dele”, conta.
Pela participação, o Anjo das Pernas Tortas, como era conhecido Mané, recebeu 5 mil cruzeiros — o que hoje não valeria nem um centavo de real.
Eu Fazia de tudo para ajudá-lo”, afirma o colega. A maioria dos
jogadores que entrou em campo naquele dia era de amadores e desconhecidos.
Um deles, no entanto, fez carreira em grandes clubes brasileiros.
A convite de Manoelzinho, Paulo Victor, ex-goleiro da Seleção
Brasileira e do Fluminense, aceitou participar da partida.
“Para mim, é uma honra tê-lo visto jogar pela última vez”,
destaca o hoje comentarista esportivo.
CORREIO
BRAZILIENSE.


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